(CNN) -- As explosões nucleares subterrâneas realizadas pelo Paquistão na quinta-feira provocaram uma condenação mundial imediata, semelhante às reações no início do mês, quando a Índia promoveu sua série de cinco detonações.
Mas, embora os Estados Unidos já tenham comunicado que vão impor sanções ao Paquistão, a resposta dos outros países neste sentido não foi tão inequívoca.
Abaixo, uma mostra das reações de vários países e organizações mundiais, em todo o mundo:
O governo sul-africano disse que se "opõe a todo tipo de provas nucleares, porque não contribuem para promover a paz e a segurança no mundo".
O governo sustou todos os projetos de negociações em matéria de desenvolvimento econômico com o Paquistão, mas afirmou que não apoiará sanções da União Européia. "O gênio nuclear escapou uma vez mais da garrafa", disse o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Klaus Kinkel. "Impor sanções não fará com que a situação se resolva".
O governo argentino manifestou o temor de que uma corrida nuclear venha ameaçar a paz e a segurança na região. Em nota divulgada pela chancelaria, o governo cita o exemplo da "excelente situação na América do Sul" e reitera o compromisso com a não proliferação nuclear e com o banimento de armas de destruição de massa.
A chancelaria brasileira disse que as explosões atômicas "põem em risco o regime de não-proliferação de armas nucleares, cuja integridade é condição indispensável para a manutenção da paz e da segurança internacional".
A chancelaria chinesa manifestou pesar com as explosões e exortou Índia e Paquistão a renunciar a seus programas de armas nucleares para aliviar as tensões na região.
A chancelaria francesa declarou que as provas desafiam todas as tentativas mundiais contra a desmedida proliferação nuclear e contra toda iniciativa de por um fim à corrida atômica".
A organização com sede no Egito qualificou as provas paquistanesas como um passo perigoso estimulando a corrida armamentista.
O secretário general da ONU, Kofi Annan, deplorou as explosões atômicas paquistaneses e instou tanto a Índia como o Paquistão a assinar o tratado de não proliferação nuclear.
A União Européia, integrada por 15 países, está considerando "em caráter de urgência" a adoção de sanções contra o Paquistão semelhantes às aplicadas pela Índia.
Os ministros de relaciones exteriores dos países que integram a aliança atlântica condenaram unanimemente as explosões.
A chancelaria russa manifestou "profundo pesar e profunda preocupação", mas não esclareceu se a Rússia iria adotar sanções contra o Paquistão.